quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Protenstos no Egito .

Os Protestos no Egito em 2011, também conhecidos como Dias de Fúria e Revolução de Lótus ou Revolução do Nilo,[1][2] são uma série de manifestações de rua, protestos e atos de desobediência civil que ocorrem no Egito desde 25 de janeiro de 2011. Os organizadores das manifestações contam com a recente revolta da Tunísia para inspirar as multidões egípcias a se mobilizar, assim como ocorreu em grande parte do mundo árabe. Os principais motivos para o início das manifestações e tumultos foram a violência policial, leis de estado de exceção, o desemprego, o desejo de aumentar o salário mínimo, falta de moradia, inflação, corrupção, falta de liberdade de expressão e más condições de vida.[3] O principal objetivo dos protestos é derrubar o regime do presidente Hosni Mubarak, que está no poder há quase 30 anos.[4]

Enquanto protestos localizados já eram comuns em anos anteriores, grandes protestos e revoltas eclodiram por todo o país a partir do dia 25 de janeiro, que ficou conhecido como o "Dia da Ira", a data estabelecida por grupos de oposição do Egito e outros para uma grande manifestação popular.[3] Os protestos de 2011 foram chamados de "sem precedentes" para o Egito[5] e "a maior exposição de insatisfação popular na memória recente" no país,[6] sendo que o Cairo está sendo descrito como "uma zona de guerra"[7] por um correspondente local do jornal The Guardian. Pela primeira vez, os egípcios de todas as esferas sociais, com diferentes condições socioeconômicas se juntaram aos protestos.[6][8] Estas foram as maiores manifestações já vistas no Egito desde 1977.[6]

Mubarak dissolveu seu governo e nomeou o militar e ex-chefe da Direção Geral de Inteligência Egípcia, Omar Suleiman, como vice-presidente, na tentativa de sufocar a dissidência. Mubarak pediu ao ministro da aviação e ex-chefe da Força Aérea do Egito, Ahmed Shafik, para formar um novo governo. A oposição ao regime de Mubarak tem se aglutinaram em torno de Mohamed ElBaradei, com todos os principais grupos de oposição apoiando o seu papel de negociador de alguma forma de governo transitório.[9] Muitos estrangeiros procuraram sair do país, enquanto os egípcios realizaram manifestos ainda maiores.[10] Em resposta à crescente pressão Mubarak anunciou que não vai tentar a reeleição em setembro.[11]


Fonte : Wikipédia

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